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Dicas




Flexibilidade vertebral e lombalgias: o que você deve saber?

Nossa coluna vertebral constitui o pilar central do tronco e dispõem de duas características mecânicas contraditórias: a rigidez e a flexibilidade. A rigidez garante a permanência do tronco em posição ereta e em equilíbrio quando nos encontramos sobre a influência da gravidade, e a flexibilidade é dada por sua configuração em múltiplas peças sobrepostas, unidas entre si por elementos cartilaginosos, ligamentares e musculares, de modo a nos permitir certa adaptação diante de nossas necessidades cotidianas.

Enganado está aquele, que acredita que esta estrutura necessita de grande flexibilidade. Esta busca poderá levar- lo a sérios problemas como as conhecidas lombalgias e hérnias discais.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 80% dos adultos sofrerão pelo menos uma crise aguda de dor na coluna durante a vida, sendo que 90% dessas pessoas apresentarão mais de um episódio de dor lombar, podendo tornar-se crônica.

A flexibilidade vertebral não exibe grandes amplitudes na região lombar devido a estrutura óssea de suas vértebras na região posterior constituirem verdadeiras barreiras contra os movimentos de rotação e inclinação. Toda a coluna lombar possui liberdade de movimento para rotação de apenas 10 graus, isto é, 1 grau para a direita e 1 grau para a esquerda em cada uma das 5 vértebras que a constituem.

Outra consideração a ser feita sobre a mobilidade reduzida, é o fato de que o disco intervertebral, estrutura cartilaginosa que une uma vértebra a outra é constituído por uma rede de fibras colágenas que amortecem e resistem os movimentos.

Se possuímos pequena amplitude para os movimentos de rotação e inclinação nesta região, de que forma estes amplos movimentos são realizados?



Ao observarmos os apoios de uma vértebra sobre a outra, notamos que estes apoios e cargas que por elas transitam são divididas entre as regiões anterior e posterior de cada segmento vertebral, isto é, anterior no disco intervertebral e posterior nas articulações facetárias, de modo a aumentar a resistência da coluna e prevenir lesões. Porém, se esta relação de distribuição de cargas é perdida, uma das estruturas inicia sua degeneração, devido a sobrecarga. Dentre as duas estruturas articulares, o disco intervertebral é normalmente o primeiro a ser acometido.



Os movimentos amplos de inclinação e rotação da coluna lombar muitas vezes realizados em atividades físicas e esportivas e/ou de relaxamento só são permitidos a partir da perda de contato das articulações posteriores das vértebras, de modo que nesta condição, as barreiras ósseas não limitam mais estes movimentos, permitindo que a rotação se realize através da torção e compressão unilateral da estrutura cartilaginosa do disco intervertebral. Com o passar do tempo, estas fibras de colágeno perdem sua capacidade de resistir aos movimentos e se rompem, levando aos quadros dolorosos lombares.




As lesões e os quadros dolorosos que surgem na coluna vertebral são fruto de movimentos impróprios às articulações e que muitas vezes são negligenciados em busca de um relaxamento e alongamento muscular, realizados de forma inadequada e regular ao longo dos anos. Por isso, lembre-se: os conhecimentos aliados da anatomia humana e da mecânica corporal são palavras chaves para a saúde e longevidade de nosso corpo.



Ft. Patricia Pellegrini Nomoto e Ft. Maciel Murari





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