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Qual a relação entre dor, movimento e equilíbrio?


Revisando alguns conhecimentos de neurofisiologia, devemos lembrar que existem diferentes estratégias de controle postural que são cotidianamente utilizadas para a correção do posicionamento do corpo no espaço, desde o ato de carregar um objeto ao completo ato de andar (em especial nas nossas calçadas).

Uma destas estratégias envolve a articulação do tornozelo, na qual deslocamos tanto a parte superior do corpo quanto a inferior para o mesmo sentido, caracterizando um mecanismo de estabilidade que se inicia nos pés. Outro mecanismo, utilizado em situações ainda mais desafiadoras, é o passo, quando deslocamos uma das pernas para o sentido do desequilíbrio, alterando a base de apoio.

Mas o assunto deste artigo é a terceira estratégia, utilizada com a freqüência das demais, em especial quando necessitamos de carregar algo ou quando o ajuste postural deve ser feito rapidamente sobre uma superfície instável ou pequena. É a chamada estratégia do quadril, onde deslocamos as partes superior e inferior do tronco em sentidos opostos, sendo caracterizada pelo início da estabilidade dado pelos grupamentos musculares lombo-pélvicos, sendo propagada desta região para as extremidades do corpo.

Em um estudo liderado por Paul Hodges, da Universidade de Queensland, Austrália, foi demonstrada que a adaptação postural em uma situação de suportar abruptamente o peso de uma caixa, na postura em pé, fortemente baseada no uso da estratégia do quadril, é alterada pela presença de dor crônica na coluna lombar. Aparentemente pela maior rigidez da musculatura lombar superficial e por um atraso na ativação da estratégia do quadril, estes pacientes estão expostos ao aumento do quadro doloroso e ao agravamento da lesão. Diante deste e de outros achados, fica evidente que devemos atentar para outros aspectos do quadro doloroso, não apenas avaliando área e intensidade da dor, mas também questões de integração sensório-motora.






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