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Consideramos a qualidade dos gestos motores ao executarmos as funções de vida diária, profissionais ou esportivas?


Para que as funções sejam exercidas de forma a não predispor o aparelho locomotor à lesões degenerativas precoces, o indivíduo deve ter um bom desempenho biomecânico. Este desempenho demanda: alinhamento articular, amplitude de movimento, estabilidade, força, resistência, propriocepção, percepção e vivência corporal.

O corpo é uma unidade que integra vários segmentos móveis (articulações) com características singulares e, portanto é dependente da qualidade do movimento segmentar para a elaboração de gestos mais fisiológicos. Essa permanente transferência e integração de pequenos movimentos possibilitam o surgimento de gestos dos mais complexos aos mais simples auxiliando de forma significativa a motricidade. Por outro lado, o comprometimento desse modelo é responsável pela produção de movimentos pouco eficientes, mecanicamente desfavoráveis e aumentam os riscos de lesões degenerativas do aparelho locomotor.

Somos o resultado de combinações genéticas e isso define, quanto ao aspecto biomecânico, grande parte do nosso potencial para o desenvolvimento motor. A evolução adequada ou não dos gestos motores perdura ao longo de toda a vida e é a soma de nossa herança genética com a qualidade dos estímulos recebidos do ambiente em que vivemos.

Por estas razões, encontramos múltiplas formas de organização motora com resultados bem distintos na elaboração dos gestos. Para praticar diversas funções, com menores riscos de lesões degenerativas, estes diferentes biotipos necessitam identificarem seus perfis biomecânicos funcionais e suas compatibilidades com as demandas, também biomecânicas, das funções que fazem parte de sua rotina.

O que é o Perfil Biomecânico Funcional? Uma avaliação do Perfil Biomecânico Funcional baseia-se exatamente na investigação e estudo do desempenho biomecânico individual, o que pode comprometê-lo e sua relação com as funções. È imprescindível a identificação de padrões de movimentos ineficientes nas atividades de vida diária, profissional ou no programa de condicionamento físico para evitar o afastamento parcial ou total das funções. Na etapa seguinte, o indivíduo que deseja permanecer funcional ao longo da vida, deve considerar , em sua rotina, o treinamento de padrões de movimentos fisiológicos e modificar os hábitos e gestos não funcionais. Essa condição agrega um benefício indispensável: a longevidade do aparelho locomotor.





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