CEDM

Matérias




Impacto das variações anatômicas do quadril sobre o stress na cartilagem: Análise de elementos para a exploração dos fatores biomecânicos que possam explicar a osteoartrose do quadril primária em indivíduos morfologicamente normais.


A idade tem sido aceita há vários anos como um fator de risco para a osteoartrose do quadril. Mas, como explicar a degeneração precoce desta articulação em indivíduos jovens?

Sabe-se, que as cargas mecânicas desempenham um papel importante no surgimento e progressão das degenerações, de forma que, a morfologia e a relativa orientação do fêmur e do acetábulo proximal podem modificar a distribuição das cargas na cartilagem causando danos a este tecido. Desta forma, seria possível afirmar que os desajustes biomecânicos e as variações do perfil morfológico justificariam o comprometimento articular precoce?

A partir desta questão foi proposto um estudo com o objetivo de avaliar a correlação entre as variações anatômicas da articulação do quadril sobre as tensões exercidas na cartilagem durante a atividade de caminhada. Elementos tridimensionais de fêmur e pelve foram criados assim como componentes relevantes de forças musculares. As variações anatômicas do quadril avaliadas foram o ângulo diafisário femoral, o ângulo de anteversão femoral e o ângulo de anteversão acetabular em respectivamente 110º -130º, 0º-20º e 0º -20º.

Os resultados do estudo revelaram que os ângulos de anteversão femoral ou acetabular de 0º (retroversão) provocam um aumento dramático nas cargas da cartilagem articular, que se aproximavam de 5 megapascal ( MPa) sob compressão, isto é, equivalente a 51 kg/cm² , na região periférica e superior do acetábulo, próximo a junção condrolabral.

Outro achado relevante foi a relação entre a diferença de tamanho da área de contato e stress na cartilagem nos diferentes modelos anatômicos, onde ângulos de diáfise femoral de 130º e de anteversão acetabular de 20º representaram uma maior área de contato e menor valor de stress hidrostático na cartilagem, ao passo que o inverso ocorreu com os modelos de ângulos de diáfise femoral de 110º e anteversão femoral de 0º.



Texto escrito pela ft. Patricia Pellegrini Nomoto do CEDM





Mais matérias:



Para ler mais matérias sobre a dor, prevenção e sáude física,
acesse nosso perfil no Facebook
.