CEDM

Maciel Murari Fernandes





Reportagens




Agosto, 2007- Revista ELLE saúde Download da Matéria

Que dor, que nada!


Até há pouco tempo, ninguém dava real importância à dor. Hoje já se sabe, por exemplo, que quem sente dores no baixo ventre não pode culpar os hormônios. Um estudo apresentado no Congresso Interdisciplinar de Dor, em maio último, mostrou que a maior causa de dor pélvica é uma síndrome que afeta a musculatura do períneo decorrente do estilo de vida atual: má postura e horas de trabalho no computador. O melhor é que ela pode ser tratada com remédios, fisioterapia e acupuntura.

Muitos outros desconfortos, das enxaquecas às fisgadas na coluna, poderiam ser aliviados se as pessoas buscassem a orientação de um médico bem informado. Os profissionais antenados não menosprezam esse sinal de alerta, que adquiriu o status de quinto sinal vital. Nas consultas, avaliam o pulso, a pressão arterial, a temperatura, a freqüência respiratória e a intensidade da dor. Também não dizem que é normal sentir dor após uma cirurgia. Não esperam a queixa incomodar ou ficar intolerável para correr atrás do prejuízo.

A abordagem preventiva e o tratamento precoce são essenciais para o manejo da dor, informa o neurocirurgião Claudio Fernandes Corrêa. Segundo a Sociedade brasileira para o Estudo da Dor, 30% da população manifesta dores crônicas. Como se não bastasse o sofrimento, elas ainda representam um alto custo social e econômico ao provocar a incapacidade para o trabalho em 50% dos casos. Os estudos mostram que se pode herdar a tendência para apresentar dores crônicas e há diferenças na forma como homens e mulheres experimentam a dor – em geral a nossa é mais intensa e mais longa. Esses achados permitem planejar o tratamento e prevenir as crises.

Atualmente o controle da dor emprega novas armas: antidepressivos e até anticonvulsionantes, como a pregabalina, para tratar a fibromialgia, em que a pessoa sente dores no corpo todo. Fora a via oral, há infiltrações, cremes e adesivos. Mas o tratamento não se resume a medicamentos.

Os centros de dor dos hospitais reúnem médicos, fisioterapeutas, psicólogos e enfermeiros para oferecer um atendimento multidisciplinar, explica a psicóloga Adrianna Loduca.

Como se livrar do tormento
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Fisioterapia :Não se limita a tradicionais choquinhos ( TENS ), infravermelho e ultra-som. “O profissional orienta a realização dos movimentos para ajudar o dolorido a retomar suas atividades”, explica Maciel Murari Fernandes, colaborador do Centro de Dor do Hospital das Clínicas da USP.

Revista ELLE – Agosto de 2007
Matéria de Cristina Nabuco

 


 

Março, 2005 – Jornal Agora Download da Matéria

Esforço físico diário pode causar dor muscular


É comum atletas profissionais exigirem do corpo movimentos que causam desgaste ao físico. E esses exercícios são repetidos durante anos, sem que o corpo se manifeste.

Da mesma forma, trabalhadores que carregam peso, como pedreiros, cortadores de árvores ou entregadores de materiais pesados, repetem os mesmos exercícios todo dia e também submetem o corpo a esforços exagerados.

Também quem trabalha num escritório e permanece sentado durante horas, digitando no computador ou mesmo falando ao telefone, muitas vezes fica numa posição que prejudica a coluna ou outras regiões do corpo.

Muito tempo pode passar, mas um dia os músculos dessas pessoas vão reclamar por terem sido exigidos além da conta. AÍ surgirá uma dor muscular que não passa nunca – a não ser à base de remédios ou com o fim do esforço exagerado. É o que os médicos chamam de síndrome dolorosa miofascial, que afeta principalmente pessoas com idades entre 30 e 50 anos. Para evitá-la, basta ter postura física adequada nas atividades do cotidiano.

Essa dor nasce no músculo que é exigido exageradamente durante um longo período (pelo menos três meses, mas em geral anos) e acaba se irradiando por toda a região, explica o fisioterapeuta Maciel Murari Fernandes, colaborador do grupo de Dor do Hospital das Clínicas da capital.

O músculo afetado, que os médicos chamam de ponto gatilho, varia conforme o esforço desempenhado pelo paciente. Se ele carregou muito peso, provavelmente a dor atingirá um músculo relacionado à coluna. Quem passou a vida digitando sem a ergonomia necessária sentirá dor num músculo das mãos.

Em geral, a doença afeta mais de um músculo, mas todos têm relação com o tipo de esforço que a pessoa praticou, diz Fernandes.

Embora o esforço físico seja a principal causa da dor miofascial, ela também pode ser provocada por doenças, como câncer, hipertireoidismo, artrites ou infecções crônicas, alerta a fisiatra Lin Tchia Yeng, diretora técnica da Divisão de Medicina Física e responsável pelo Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da capital. Outro problema que faz surgir à dor miofascial é a imobilidade – quando a pessoa, por doença ou por deficiência física, permanece muito tempo na mesma posição.

Muita gente demora anos para descobrir que tem a síndrome dolorosa miofascial, porque sua identificação é puramente clínica: quem vê a área afetada não percebe nenhuma alteração, e não há nenhum exame que possa identificar o problema.

Por isso, até mesmo os médicos têm dificuldade para definir o diagnóstico, feito apenas com base no histórico do paciente.


Jornal Agora – Março /2005
Matéria de Fábio Grellet 




Dezembro/Janeiro, 2000 - Revista OFFICE Download da Matéria

Aventura, bom negócio para a saúde

Não é só porque o homem passou de nômade a sedentário que deve ficar parado esperando a estréia do novo milênio. É hora de tirar a armadura cinzenta e desbravar caminhos desconhecidos - de preferência, por meio de esportes nada convencionais, chamados, pelos praticantes, de “radicais”.

Programas de Aventura


Os programas de aventura para executivos foram criados com a finalidade de provocar, preparar e motivar mudanças de posturas e comportamentos, dentro da empresa ou fora dela, além de motivar o grau de integração e comprometimento dos participantes, tão acostumados ao individualismo da grande metrópole. Os desafios são os mais variados: desde travessias de rios com cordas, construção de mirantes, pontes feitas de bambus, jangadas, descida de cachoeiras; atividades que exigem trabalho de equipe, liderança e participação uníssona.

O fisioterapeuta Maciel Fernandes, que já trabalhou em academias e hoje acumula a atividade de personal trainer, alerta para os cuidados necessários à prevenção de problemas de saúde. ”Um indivíduo com 70 anos pode praticar qualquer atividade física; isso depende apenas do grau de condicionamento físico que ele apresenta. Se esse grau é zero, vamos começar do zero”, enfatiza. De acordo com ele, o sedentário corre riscos até mesmo andando de bicicleta. “Basta lembrar o que aconteceu com o filho do senador Antônio Carlos Magalhães, que andou quatro quilômetros sem estar acostumado  e sentiu a pressão”, exemplifica, referindo-se a Eduardo Magalhães, vítima de enfarte.”É preciso tomar cuidado quando se está na faixa etária entre 30 e 40 anos: nesse período, querer não é mais poder”.

Para Fernandes, enaltecer o excesso de trabalho é apenas mais uma desculpa dos preguiçosos para não realizar uma atividade física. ”É preciso, antes de mais nada, que a pessoa esteja predisposta a mudar sua vida – para melhor”, diz. A regra vale também para o sexo feminino, pois a mulher também tem doses diárias de estresse. ”Tenho alunas que , além do componente estético, recuperaram a auto-estima e melhoraram sua vida emocional praticando esportes radicais como rappel ( técnica de alpinismo para descida ). Seguras por cordas verticais, elas percebem a importância do equilíbrio físico e mental para o sucesso profissional e amoroso”, ilustra... 

Revista Office Dezembro/Janeiro 2000




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